As fraturas no quadril se tornam mais frequentes à medida que envelhecemos, pois quedas acidentais são mais comuns e nossos ossos ficam mais frágeis. Além disso, pessoas com osteoporose podem fraturar um osso durante atividades rotineiras simples, sem precisar sofrer queda ou lesões graves.

Uma fratura no quadril pode mudar significativamente sua qualidade de vida. Durante a recuperação de uma fratura no quadril, muitas complicações possíveis oferecem risco de morte. Entre elas, pneumonia e coágulo de sangue na perna, que pode se soltar e se deslocar, causando um coágulo nos pulmões. Esses dois fatores ocorrem devido à falta de movimento depois de uma fratura e uma cirurgia de quadril. Por isso, a grande maioria das fraturas na região do quadril são cirúrgicas, com poucas excessões, para permitir o rápido retorno às atividades físicas e mobilização precoce.

Sinto dores no quadril, o que pode ser ?

Como Prevenir a Osteoporose ?

Aqui você tem dicas de como pode se prevenir contra Osteoporose, que medidas por tomar e etc.

Um bom ponto de partida para encontrar esse equilíbrio é entender melhor a parte óssea do nosso corpo.

O osso, além de promover sustentação ao nosso organismo, é a fonte de cálcio, necessária para a execução de diversas funções como os batimentos cardíacos e a força muscular. É uma estrutura viva que está sendo sempre renovada. Essa remodelação acontece diariamente em todo o esqueleto, durante a vida inteira.

Artrite Reumatóide

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É uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, ou seja, o organismo produz anticorpos contra seu próprio tecido, que acomete principalmente articulações, causando dores, deformidades progressivas e incapacidade funcional. Atinge 1% da população mundial, tendo sua origem ainda desconhecida e se não tratada corretamente pode desencadear deformidades agressivas. No Brasil, 1,8 milhões de pessoas têm AR, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Acreditamos que elas sejam causadas pela combinação de genética e estilo de vida.

As mulheres são duas vezes mais afetadas do que os homens pela artrite reumatoide e sua incidência aumenta com a idade e a forma mais frequente de início da doença é artrite simétrica (por exemplo: os dois punhos, os dedos das duas mãos) e aditiva (as primeiras articulações comprometidas permanecem e outras vão se somando).

Costuma ser de instalação lenta e pouco agressiva, localizando-se inicialmente nas pequenas articulações das mãos.

Artrite significa a inflamação das juntas. Embora a inflamação seja um sintoma de algum mal e não uma doença em si, o termo é utilizado para descrever qualquer distúrbio que afeta as juntas. Ela faz parte do rol de doenças reumáticas – é o grupo de doenças caracterizadas por inflamação e perda de função de uma ou mais estruturas do corpo. Elas afetam especialmente juntas, tendões, ligamentos, ossos e músculos. Os sintomas mais comuns são dor, enrijecimento e inchaço. Há mais de 100 doenças reumáticas.

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Os especialistas costumam recomendar exercícios de alongamento e atividades com peso para manter a força muscular. Músculos mais fortes ajudam a dar suporte e a proteger as juntas afetadas pela artrite. Eles também recomendam atividades aeróbicas e de resistência, que controlam o peso e aumentam a força, além de melhorar o bem estar geral. Pessoas com uma doença reumática podem fazer uma série de esportes e exercícios físicos. Eles reduzem a rigidez, aumentam a flexibilidade das juntas, a força muscular e a resistência. O exercício ainda leva a perda de peso, o que reduz o risco de problemas nas articulações

Os sintomas de artrite são :

. Inchaço em uma ou mais juntas
. Rigidez na junta que dura no mínimo uma hora pela manhã
. Dor constante e recorrente
. Dificuldade para se mover
. Vermelhidão e calor no local da inflamação

O diagnóstico precoce, a ginástica, terapia ocupacional , fisioterapia, antiinflamatórios hormonais ou não hormonais, medicações imunossupressoras, dentre outras novidades que modificam a evolução da doença, como o desenvolvimento de novos medicamentos imunobiológicos, são algumas das novas armas encontradas pela medicina para controlar a artrite reumatoide. Nos casos em que a doença progrediu com destruição articular e com artrose secundária à Artrite Reumatóide, devemos lançar mão das reconstruções articulares, como a Artroplastia Total de Quadril, dentre outras técnicas cirúrgicas.

É Importante entender que essa doença, deve ser conduzida por uma equipe multidisciplinar, formado por reumatologista, ortopedista, fisioterapeuta e nutricionista.

Artrose do Quadril

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Assim como outras articulações que carregam o seu peso, seus quadris podem estar em risco de desenvolver artrose ou “desgaste” (osteoartrose), que é a forma mais comum desta doença. Os ossos do quadril são revestidos por um tecido muito liso e macio, a cartilagem articular. Esta está nas extremidades de seus ossos, que ajuda a sua articulação do quadril a deslizar suavemente, e pode desgastar.

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A evolução do desgaste no quadril em um paciente:
1 – A diminuição do espaço articular é uma marca registrada do desgaste articular, mas nem sempre é visível em exames de raio-x simples.
2 e 3 – Osteófitos são proeminências ósseas que vão se formando em torno da articulação. Aumentam muito o atrito articular e diminuem o arco de movimento.
CAUSAS :

Cerca de 10 milhões de norte americanos relataram terem sido diagnosticados com osteoartrose (ainda temos poucos dados brasileiros). Se há um histórico familiar da doença, o paciente torna-se mais suscetível. Outros fatores de risco incluem idade avançada, obesidade e algumas lesões que forçam a cartilagem do quadril. O desenvolvimento de osteoartrose pode igualmente aparecer em pacientes fora dos fatores de risco. Consulte um médico o mais breve possível para diagnosticar a possível osteoartrose.

SINTOMAS :

O primeiro sinal pode ser um pouco de desconforto e rigidez na virilha, nádega, coxa ou quando você acordar pela manhã. As dores podem ser mais fortes quando o paciente estiver em movimento e devem melhorar quando em descanso é comum irradiar para o joelho do mesmo lado acometido. Se o paciente não receber tratamento para osteoartrose do quadril, a sua condição ficará pior e até em descanso não haverá alívio da dor. A articulação do quadril ficará dura e inflamada. Osteófitos podem formar-se nas arestas da articulação, popularmente chamados de “bico-de-papagaio”.
Quando a cartilagem se desgasta completamente, os ossos esfregam-se diretamente uns aos outros, causando muita dor durante o movimento. A capacidade de girar, flexionar ou estender o quadril poderá ser perdida. Caso o paciente torne-se menos ativo, a fim de evitar as dores nos músculos que controlam sua articulação, há a possibilidade do paciente começar a mancar.

Sintomas comuns da artrose do quadril :

Dificuldade de cruzar as pernas
Dificuldade de colocar sapatos e meias
Dificuldade de lavar os pés
Dificuldade de dormir a noite
Dificuldade de caminhar
Mancar (marcha claudicante)
Dificuldade ficar em pé por longos períodos

DIAGNÓSTICO

O médico irá determinar qual o progresso e estágio da doença. É importante o paciente informar os seus sintomas e o tempo de aparecimento. Para examinar a dor, o médico poderá girar, flexionar e estender os quadris. O caminhar e o apoio do paciente em apenas uma perna também serão analisados pelo médico para verificar o alinhamento do quadril.
Um raio x de ambos os quadris será realizado para verificar se o espaço da articulação foi alterado, se osteófitos foram desenvolvidos ou outras anormalidades. Algumas vezes pode ser necessário realizar tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética.

TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO :

Se o paciente estiver em fase leve ou moderada da osteoartrose do quadril, o primeiro tratamento pode ser :

. Descanso do quadril por excesso de uso
. Seguimento de um programa de fisioterapia de exercícios suaves e regulares
. Natação, hidroginástica e ciclismo são exercícios recomendados para manter o funcionamento articular, melhorar a força e a amplitude do movimento
. Uso de condroprotetores e outros medicamentos para estimular o crescimento de cartilagem
. Uso de anti-inflamatórios não esteróides para alívio da dor (apenas com receita médica). Atenção: o uso indiscriminado dos anti-inflamatórios pode provocar: gastrite, insuficiência renal, hipertensão cardíaca … dentre outros. Não use sem receita médica.
. Dormir o suficiente durante a noite
. Perda de peso, se necessário
. Conforme o progresso da doença, o uso de bengala.

TRATAMENTO CIRÚRGICO :

É muito importante tentar definir a causa da artrose. Existem casos onde a causa pode ser tratada ou atenuada e com isso a osteoartrose pode ser desacelerada, como é o caso do impacto femoroacetabular.
Nos casos que se identifica alterações do formato do quadril que estão causando um aumento do atrito da articulação, como no caso de um impacto femoroacetabular, podemos intervir melhorando o formato da articulação, melhorando a relação dos ossos que compõe o quadril, com isso diminuindo o atrito entre eles e consequentemente desaceleramos a evolução da artrose. Esses são chamados procedimentos preservadores do quadril.

Videoartroscopia do Quadril :

Procedimento minimamente invasivo que é realizado totalmente por pequenos orifícios na pele. Capaz que diagnosticar e tratar diversas lesões da articulação do quadril para dor e retardar o desenvolvimento do desgaste e artrose.
O procedimento preservador mais comum hoje é a videoartroscopia do quadril.
Porém quando o desgaste já é muito intenso e os movimentos já estão muito comprometidos, os procedimentos preservadores não funcionam muito bem. Não há mais cartilagem para ser preservada. Nestes casos apenas a substituição do quadril pode fornecer o alívio dos sintomas desejado.
Enquanto não é possível reverter os efeitos da osteoartrose, o tratamento não cirúrgico precoce pode ajudar a evitar a dor, a incapacidade e a lenta progressão da doença. A cirurgia poderá ajudar se a condição já estiver em grave processo.

Prótese Total de Quadril – Artroplastia Total do Quadril

A prótese de quadril é um excelente tratamento quando já não existe mais a cartilagem na articulação. Alto índice de satisfação dos pacientes.
Se o paciente estiver em fase avançada da osteoartrose, a articulação do quadril dói inclusive  no descanso noturno, além de poder estar  severamente deformado e encurtado. Nesses casos o médico poderá recomendar uma cirurgia de substituição da articulação do quadril  por uma prótese – Artroplastia Total do Quadril.
Esse procedimento irá curar a dor e melhorar a capacidade de andar. Após a cirurgia, o uso de muletas ou andador será necessário por algum tempo, conforme a musculatura do paciente. A reabilitação é importante para restaurar a flexibilidade no quadril e trabalhar os músculos para voltarem a ter a força necessária.

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Bursite trocantérica do quadril

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A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocanter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Na realidade, todo indivíduo tem 4 ou mais bursas trocantéricas em cada quadril. Estas bursas funcionam como se fossem um “saco vazio” sobre as proeminencias ósseas, facilitando o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. Bursite trocantérica é uma causa comum de dor no quadril e os pacientes frequentemente sofrem limitação nas suas atividades físicas e dormem com dificuldade.

A inflamação de qualquer uma das bursas trocantéricas é conhecida como bursite trocantérica e é uma das causas mais comuns de dor no quadril. Algumas pesquisas sugerem que não é somente a inflamação da bursa que causaria dor. As bursas trocantéricas possuem pequenos nervos em seu interior que irritados ou comprimidos podem causar dor.

Causas :

A bursite trocantérica é causada por movimento exagerado dos tendões e fáscias sobre o trocânter maior. Pressão direta pode causar ou agravar os sintomas. Com a evolução da inflamação, a bursa progressivamente perde a sua função deslizante (“como um saco vazio”) e engrossa suas paredes.

Os pacientes com bursite trocantérica frequentemente apresentam uma ou mais das seguintes condições: doença na coluna lombar; diferença de comprimento entre os membros inferiores; doença na articulação sacroilíaca; artrose do joelho e entorse do tornozelo. Acredita-se que estas anormalidades possam alterar a marcha e consequentemente irritar a bursa trocantérica.

Sintomas :

Apesar de existirem mais de quatro bursas trocantéricas que podem ser afetadas, os sintomas são geralmente os mesmos independentemente da bursa afetada. A bursite trocantérica causa dor na lateral do quadril e na coxa, podendo causar dificuldade para caminhar. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor e é difícil deitar sobre o lado afetado. Por todas estas manifestações, a bursite trocantérica pode prejudicar o sono, evitar a realização de atividades físicas e reduzir significativamente a qualidade de vida.

Bursite trocantérica é a causa mais comum de dor lateral no quadril. Porém as seguintes causas também devem ser consideradas: problemas intra-articulares, rupturas nos tendões glúteos; fratura oculta; ressalto externo do quadril; metástases tumorais e outras causas incomuns.

Exames :

Geralmente exames complementares não são necessários para o diagnóstico. Apesar disso, radiografias são solicitadas para excluir-se algumas doenças. Ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética são úteis em alguns casos para auxílio no diagnóstico.

Tratamento :

O tratamento não cirúrgico da bursite trocantérica alcança resultados satisfatórios na maioria dos pacientes, incluindo o uso de medicações, fisioterapia e infiltrações. A resolução definitiva (“cura”) da bursite trocantérica pode ser difícil de ser alcançada em alguns casos, o que não significa que não haverá melhora dos sintomas com o tratamento.

As medicações são analgésicos e anti-inflamatórios. A fisioterapia associa medidas locais de temperatura com exercícios de alongamento dos tecidos que fazem pressão sobre a bursa. Alterações na marcha e função muscular também podem ser corrigidas pela fisioterapia em alguns casos. O uso de ultrassonografia terapêutica, estimulação elétrica percutânea (TENS) ou terapias por ondas de choque podem eventualmente ser indicados. A infiltração da bursa com anestésico e esteróide pode ser indicada quando as medidas anteriores não controlaram os sintomas.

O tratamento cirúrgico é indicado na minoria dos pacientes, naqueles em que os sintomas causam importantes limitações e o tratamento sem cirurgia não trouxe bons resultados. A cirurgia envolve a retirada da bursa inflamada e geralmente a liberação de tecidos (fáscias) causando pressão sobre a bursa trocantérica. Os tendões abdutores são avaliados e rupturas podem ser reparadas, da mesma forma que nos reparos de tendões do ombro. A cirurgia pode ser realizada de maneira tradicional, chamada aberta ou por videoartroscopia (endoscopia). A evolução nos materiais e técnicas têm permitido que procedimentos cada vez mais complexos sejam realizados através da videoartroscopia do quadril.

Doença displásica do quadril (DDQ) ou Displasia do Quadril ou Luxação Congênita do Quadril

O termo Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) vem sendo utilizado para substituir a terminologia Luxação Congênita do Quadril (LCQ). Por ser mais abrangente já que envolve todo o desenvolvimento inadequado (displasia) da articulação coxo-femoral (a qual é um fator que predispõe à Luxação) e luxação congênita do quadril seriam os casos que a criança nasce com o quadril luxado ( sem encaixe da cabeça no acetábulo). É mais freqüente em meninas e a incidência varia de 1:1.000 a 15: 1000 nascidos vivos.

Além disso, sabemos que ao nascer os quadris ainda são imaturos, e que o seu desenvolvimento adequado depende principalmente da tomada de peso na posição ortostática, a qual é essencial para moldar o fêmur e o acetábulo. A criança apresenta graus variáveis de estabilidade do quadril, que pode ser só instável e hipermóvel ou pode se apresentar luxado (fora do lugar). Segue os 4 tipos segundo a classificação de Crowe :

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Um posicionamento inadequado da cabeça do fêmur ainda intra útero gera uma biomecânica anormal na articulação do quadril. Neste caso, a cabeça femoral começa a ser deslocada de sua posição central, e exerce pressão sobre epífise acetabular lateral, causando um atraso tanto da ossificação quanto do crescimento do acetábulo (imaturidade acetabular). Este posicionamento inadequado pode estar associado à frouxidão ligamentar. Um outro fator que pode gerar uma imaturidade acetabular é a oligodramnia (oligodramnia, que é o pouco líquido amniótico, promove o estreitamento do espaço abdominal, impedindo a versão cefálica do feto).
Freqüentemente, há casos de luxação do quadril na família. No berçário da Maternidade os quadris são examinados pelas manobras de Barlow e Ortolani em que é testada a estabilidade do quadril. Tais exames são obrigatórios por lei e devem ter o resultado anotado no exame médico inicial do bebê. Na suspeita de instabilidade ou luxação, o bebê deve ser encaminhado para o Ortopedista nos primeiros dias de vida para tratamento especializado.

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Deve ser iniciado precocemente por Ortopedista Pediátrico. O bebê será submetido a um exame de Ultrassom dos quadris que determinará a extensão do problema. O tratamento, inicialmente, é sempre clínico, com o uso de aparelhos ortopédicos que objetivam manter os quadris dobrados e com certo gráu de movimento, para que sejam moldados e encaixados no osso da bacia. Caso este encaixe não aconteça de maneira adequada, a criança poderá ser submetida a manipulações sob anestesia e a cirurgias para se efetuar a correção articular.

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A observação pelos pais de que a criança começou a andar e está mancando constitui uma tragédia pois o tratamento está atrasado pelo menos um ano e qualquer método de tratamento instituído será insuficiente para proporcionar um quadril normal.
Na idade adulta, pode ser necessário algumas cirurgias para correção, que varia desde osteotomias para redirecionamento do acetábulo, tentando aumentar a cobertura acetabular, até cirurgia de Artroplastia Total do Quadril.
Estas são reconstruções complexas , pois o quadril apresenta algumas particularidades, como acetábulo nativo raso e hipoplásico, em geral apresenta deficiência óssea na região anterior e superior, aumento da anteversão, baixa densidade óssea e lateralização do centro de rotação do quadril.

O fêmur é normalmente hipoplásico, com estreitamento do canal medular e aumento da anteversão femoral proximal, o colo femoral é encurtado e valgo, o grande trocânter encontra-se localizado mais posterior e a cabeça femoral é anesférica e pequena.

As alterações das partes moles ao redor do quadril incluem o espessamento da cápsula articular, contratura dos músculos iliopsoas, reto femoral, adutores, encurtamento do nervo ciático e alteração do curso do nervo femoral e artéria femoral profunda, além da horizontalização dos abdutores do quadril, muitas vezes cursando com insuficiência da musculatura abdutora. Essas alterações tornam essas cirurgias mais complicadas, por isso é importante ser realizado por um profissional experiente.

Fraturas do Quadril

1 – Fraturas do Colo Femoral

O colo femoral é a região entre a cabeça do fêmur e o trocânter. O suprimento sanguíneo é limitado e a fratura dessa região pode interromper essa pobre vascularização. Por isso, o tratamento é cirúrgico, de preferência nas primeiras 48 horas, objetivando a redução anatômica para melhorar as condições de revasularização, evitando a necrose asséptica da cabeça do fêmur ou a realização de artroplastia total do quadril.

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Na população idosa, as fraturas do colo do fêmur, geralmente ocorrem por quedas da própria altura.. Existem três mecanismos que explicam a fratura do colo femoral nos idosos: queda direta sobre a face lateral do trocânter maior, rotação externa do quadril com súbita elevação da carga, e fratura antecedendo e ocasionando a queda.
Entre a população jovem, estas fraturas, comumente estão associadas a traumas de alta energia, como acidentes de trânsitos e quedas de altura.

As fraturas sem desvio ou impactadas podem ocasionar dor moderada, e o paciente pode até conseguir caminhar. As fraturas com desvio acarretam intensas dores no quadril, e o paciente não consegue caminhar. O membro inferior muitas vezes fica em atitude de encurtamento e rotação externa.

Essas fraturas são preferencialmente de tratamento cirúrgico, devido a alta morbidade e consequente alta mortalidade relacionadas ao tratamento conservador.

O tratamento conservador para as fraturas do colo femoral é uma exceção, ficando reservado para pacientes com alto risco de mortalidade para o procedimento cirúrgico e anestesia. O tratamento deverá ser orientado para evitar complicações da imobilização prolongada forçada (distúrbios pulmonares e intestinais, desorientação).

Devido ao grande risco de necrose avascular da cabeça femoral nas pessoas mais jovens, a redução antômica e fixação interna podem ser consideradas emergências cirúrgicas.

Nos pacientes idosos, é necessário identificar todas as comorbidades clínicas e corrigir aquelas facilmente reversíveis antes do procedimento. Nestes casos, a cirurgia deve ser realizada com relativa urgência, preferencialmente no prazo de 48 horas. Podemos realizar osteossíntese com parafusos, ou placas e parafusos, ou realizar artroplastia total do quadril. Vai depender da idade do paciente, do padrão da fratura, da qualidade óssea, dentre outros fatores.

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2 – Fraturas Intertrocantéricas ou Transtrocantéricas
A região intertrocantérica corresponde a área entre os trocânteres . Nos adultos jovens, as fraturas do quadril acontecem geralmente devido a trauma de alto impacto. Nos idosos, a maioria das fraturas ocorre devido a uma simples queda da própria altura. Em geral, são pacientes com mais idade, quando comparados aos pacientes com fratura do colo femoral.

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As fraturas desviadas são sintomáticas, com intensa dor, incapacidade de ficar em pé e deambular. Os pacientes com fraturas sem desvio podem deambular, com dor moderada.

Nas fraturas do fêmur proximal, o grau de deformidade clínica tem relação direta com o grau de desvio de fratura. Assim como nas fraturas do colo femoral, o membro acometido pode ser encontrado encurtado e em rotação externa.

As fraturas intertrocantéricas devem preferencialmente ser tratadas através de cirurgia, com relativa urgência, de aproximadamente 48 horas.

Tratamento Não Cirúrgico – Tratamento de exceção . Pode ser indicado para pacientes idosos cujo estado de saúde leve a risco elevado de mortalidade devido anestesia e cirurgia, e em casos de pacientes que não deambulam, com a fratura ocasionando mínimo desconforto. As deformidades no membro acometido devido à fratura devem ser aceitas, porém o paciente deve ser estimulado a sentar, e mobilizar-se precocemente.

Tratamento Cirúrgico – O tratamento cirúrgico é o tratamento de escolha para as fraturas intertrocantéricas, possibilitando melhor reabilitação e recuperação, diminuindo o risco de complicações decorrentes da imobilidade do paciente. O objetivo de todas as possibilidades técnicas é uma redução anatômica e fixação interna estável o suficeinte para mobilização precoce, e na medida do possível carga precoce, e até imediata.
Os tipos de implantes para a fixação interna variam de acordo com a classificação da fratura e a preferência do cirurgião. Podemos utilizar implantes como o pino-parafuso deslizante de 135° (DHS), hastes cefalomedulares, como : PFN, TFN, e o gama nail.

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A utilização de substituição protética para tratamento de fraturas intertrocantéricas fica reservado para os casos de doença degenerativa ipsilateral e sintomática e quando a redução aberta e fixação interna é frustrada devido a grande cominuição e qualidade insatisfatoria do osso.

Todos os pacientes com fratura do femur proximal devem iniciar profilaxia para trombose venosa profunda, enquanto aguardam a cirurgia (com medidas mecânicas e medicamentosas). A profilaxia é mantida durante todo o periodo de internação se estendendo até a quarta semana do período pós operatório.

A mobilização precoce e o treino de marcha com auxilio devem ser inicados rapidamente apos a cirurgia. Atividades como mudança de posição no leito, geram forças no quadril semelhantes a deambulaçao, dessa forma a restrição de carga após o tratamento cirúrgico efetivo para as fraturas do quadril, tem pouco fundamento do ponto de vista mecânico.

Impacto Femoroacetabular

O quadril é a articulação (junta) que une os ossos da bacia e do fêmur. Ele é chamado também de articulação coxo-femoral.

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O quadril pode sofrer várias doenças, sendo que a mais comum é o seu desgaste, ou artrose. E sabemos que o impacto femoroacetabular é uma condição que predispõe à artrose.
O que é o Impacto Femoroacetabular ?

O impacto femoroacetabular (IFA) é uma situação mecânica que ocorre quando a articulação do quadril apresenta uma incongruência nos extremos de suas amplitudes de movimento, especialmente quando ele é dobrado ou rodado para dentro.
Esta incongruência pode ser devido a deformidades do osso da bacia, especialmente em sua borda, o acetábulo, ou a deformidades da cabeça do fêmur. Na maioria das vezes, há osso a mais tanto na cabeça quanto na bacia.

Resumindo : Impacto femoroacetabular é o choque da cabeça do fêmur contra o acetábulo.

Quais são os tipos de Impacto Femoroacetabular ?

Came :

O impacto tipo came resulta do contato entre uma cabeça do fêmur anormal e o acetábulo (borda da bacia).

É mais comum em indivíduos do sexo masculino, praticantes de atividades esportivas e na terceira ou quarta década de vida; ‘Came’ é definido pelo dicionário Michaelis como “dispositivo de máquina, destinado a converter um movimento rotativo regular em movimento rotativo irregular, rápido ou lento, intermitente ou alternativo; ressalto do came, arrasto”. É este tipo de comportamento que a cabeça do fêmur tem com relação ao acetábulo, devido ao seu formato elíptico.

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Impacto fêmoro-acetabular tipo came: durante a flexão do quadril, a porção anesférica da cabeça femoral (protuberância ou bossa da transição colo e cabeça femoral) colide contra o teto da bacia (acetábulo). A cartilagem é descolada progressivamente pelo cisalhamento, o que leva ao rompimento do labrum.

A avulsão condral leva ao destacamento secundário do lábio fibro-cartilaginoso ou labrum. Na região de contato ósseo há a formação de cistos subcondrais, identificados à ressonância magnética e tomografia computadorizada e, em casos mais avançados, nas radiografias simples.
Pincer :

O impacto tipo pinçamento (“Pincer”) ou torquês é resultado do contato de uma borda acetabular anormal com o colo (pescoço) do fêmur normal.

O pinçamento é mais comum em mulheres de meia idade praticantes ou não de atividades esportivas.

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Impacto femoroacetabular tipo pinçamento: devido ao excesso de cobertura acetabular, o lábio é danificado diretamente pela junção colo-cabeça femoral.

A lesão da cartilagem acetabular, em sua porção ântero-lateral, é menos extensa que a do IFA tipo came. A cartilagem acetabular posterior é lesada por mecanismo de contra-golpe da cabeça femoral.

Misto :
Os impactos tipos came ou pinçamento raramente ocorrem como mecanismos isolados. Setenta por cento dos pacientes com impacto femoroacetabular tem problemas associados no fêmur e na bacia.

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Como é feito o diagnóstico do da síndrome de Impacto femoroacetabular ?

O diagnóstico é feito através do exame clínico com manobras especiais, exame radiográfico do quadril e da ressonância nuclear magnética.

Por que tratar o impacto femoroacetabular é importante ?

O impacto femoroacetabular pode levar a artrose do quadril no paciente jovem. O contato entre o colo do fémur e o rebordo acetabular pode levar a lesão do labrum acetabular com destacamento da cartilagem que recobre o acetábulo e à lesão de sua borda fibro-cartilaginosa, que é o labrum ou lábio acetabular. Isso pode progredir para uma artrose num paciente antes dos 50 anos de idade.

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Qual a história natural do impacto femoro acetabular ?

A doença em geral inicia quando o paciente é adulto jovem, geralmente atleta de alta ou baixa demanda. Os sintomas inicialmente são de pouca intensidade ou podem surgir após um trauma pequeno do quadril. Os sintomas de dor em geral são intermitentes e pioram com a atividade física como caminhadas ou corridas e eventualmente nos treinos de outros esportes. As dores em geral são na região do quadril porém algumas vezes o paciente pode referir dor próxima ao joelho ou principalmente na face medial. Alguns paciente relatam piora da dor no movimento de levantar da cama ou da cadeira.

Como é feito o tratamento do Impacto femoroacetabular ?
No não atleta realizamos mudança nos hábitos de atividade física, porém nos atletas em geral o tratamento é cirúrgico pois em geral as dores estão relacionadas a atividade física e o atleta não quer passar a ter uma vida sedentária. Importante diferenciar o impacto femoroacetabular de outras patologias que provocam os sintomas semelhantes me isso é feito com um exame clínico acurado, interpretação dos exames de imagem e da história clínica. O impacto Femoroacetabular não tratado pode evoluir para coxartrose como nas radiografias abaixo.
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É uma doença autolimitada, isto é, começa e termina mesmo sem qualquer tipo de tratamento , ocorre no quadril de crianças de 2 a 12 anos, mais freqüente dos 4 aos 9 anos, e pode ou não deixar seqüelas, dependendo da gravidade da doença, pois causa deformação na cabeça do fêmur (quadril). Afeta 4 vezes mais os meninos que as meninas e é raro na raça negra.
Ocorre uma parada temporária da irrigação sanguínea da epífise femoral, entrando em processo de necrose ( “morte” ) e devido ao peso do corpo, se fragmenta e perde seu contorno esférico, causando a doença. Em seguida haverá naturalmente uma revascularização desta epífise e o osso “morto” será reabsorvido, e osso “vivo” e novo será depositado no local. Este processo pode demorar de 1,5 a 2 anos ( tempo que dura a doença ) e neste período a criança estará em tratamento onde medidas serão tomadas para que esta “nova” cabeça femoral seja o mais semelhante possível com a original.

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A Doença de Perthes pode se manifestar em graus variáveis de gravidade. Nas formas mais leves, apenas uma pequena porção central da cabeça femoral entra em processo de necrose, deixando intacta todo o resto da epífise. Nestes casos o prognóstico é bom e há grande chance de após o término da doença o formato da epífise permanecer igual ao original, não deixando seqüelas. Por outro lado, nas formas mais graves a extensão da necrose pode chegar até quase a totalidade da cabeça femoral. Nestes casos o prognóstico é pior e são grandes as chances da cabeça do fêmur ficar com algum grau de deformidade ( perda da sua esfericidade característica ), o que poderá causar incongruência articular levando à limitação dos movimentos e desgaste prematuro desta articulação.
Geralmente a criança queixa-se de dor, de intensidade variável, no quadril e que freqüentemente irradia pela parte interna da coxa e do joelho. A dor geralmente se intensifica com atividades físicas e pode durar várias semanas. Comumente a criança manca devido à dor.
O tratamento será individualizado e dependerá de vários fatores, como por exemplo a gravidade da doença e a idade de início da mesma pois quanto menor a idade , melhor o prognóstico e o tratamento poderá ser mais simples.
O objetivo do tratamento é manter a epífise femoral o mais esférica possível e bem encaixada na bacia, e um quadril com boa mobilidade e bom arco de movimento.
Quando o adulto apresenta sequela de Legg-Perthes, que leva a um desgaste precoce da articulação do quadril, geralmente com 30-40 anos de idade, pode ser necessário cirurgia de Artroplastia Total do Quadril.

A inflamação ocorre no organismo, comprometendo vários órgãos ou sistemas do corpo não sendo restrito a pele, como ocorre no tipo especial de Lupus discoide. Algumas pessoas com lúpus discoide podem evoluir para a forma sistêmica. Os sintomas causados por este tipo da doença dependem do local da inflamação como rins, coração, pulmões e até ao sangue, além das lesões cutâneas e às articulações. Também pode ter Lupus induzido por drogas.

   O lúpus ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói alguns tecidos saudáveis do corpo. Não se sabe exatamente o causa esse comportamento anormal, mas pesquisas indicam que a doença seja resultado de uma combinação de fatores, como genética e meio ambiente.

   Esses mesmos estudos mostram que pessoas com pré-disposição ao lúpus podem desenvolver a doença ao entrar em contato com algum elemento do meio ambiente capaz de estimular o sistema imunológico a agir de forma errada. O que a ciência ainda não sabe é quais são todos esses componentes. Os pesquisadores, no entanto, têm alguns palpites:

– Luz solar – a exposição à luz do sol pode iniciar ou agravar uma inflamação préexistente a desenvolver lúpus

– Medicamentos – lúpus também pode estar relacionado ao uso de determinados antibióticos, medicamentos usados para controlar convulsões e também para pressão alta. Pessoas com sintomas parecidos com os do lúpus geralmente param de apresentar quando interrompem o uso.

   Fatores de risco :

– Sexo biológico: a doença é mais comum em mulheres do que em homens

– Idade: a maior parte dos diagnósticos acontece entre os 15 e os 40 anos, apesar de poder surgir em todas as idades

– Etnia: lúpus é mais comum em pessoas afro-americanas, hispânicas e asiáticas.

     Os sintomas podem também variar de acordo com as partes do seu corpo que forem afetadas pelo lúpus. Os sinais mais comuns são:

Fadiga

Febre

Dor nas articulações

Rigidez muscular e inchaços

Rash cutâneo – vermelhidão na face em forma de “borboleta” sobre as bochechas e a ponta do nariz. Afeta cerca de metade das pessoas com lúpus. O rash piora com a luz do sol e também pode ser generalizado

Lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol

Dificuldade para respirar

Dor no peito ao inspirar profundamente

Sensibilidade à luz do sol

Dor de cabeça,confusão mental e perda de memória

Linfonodos aumentados

Queda de cabelo

Feridas na boca

Desconforto geral, ansiedade, mal-estar.

     Outros sintomas de lúpus dependem de qual é a parte do corpo afetada:

Cérebro e sistema nervoso: cefaleia, dormência, formigamento, convulsões, problemas de visão, alterações de personalidade

Trato digestivo: dor abdominal, náuseas e vômito

Coração: ritmo cardíaco anormal (arritmia)

Pulmão: tosse com sangue e dificuldade para respirar

Pele: coloração irregular da pele, dedos que mudam de cor com o frio (fenômeno de Raynaud).

     Existe tratamento mas não há cura definitiva para o lúpus, assim como outas doenças como diabetes e pressão alta. O principal objetivo do tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença. Por isso é importante estar em constante acompanhamento multidisciplinar, com diversas especialidades médicas. Em alguns casos, com a destruição articular, ou por sequela do uso de algumas drogas utilizadas no combate da doença, pode ser necessário algum procedimento cirúrgico como a Artroplastia Total do Quadril.

A Osteonecrose do quadril é uma condição dolorosa que ocorre quando o suprimento de sangue para o osso é interrompido. Seria o equivalente ao um infarto do coração, porém na cabeça femoral. Sem um suprimento de sangue as células ósseas morrem, levando a alterações do formato e funcionamento do quadril. Como consequência, a osteonecrose pode levar à destruição da articulação do quadril e artrose. Osteonecrose é também chamada de necrose avascular ou necrose asséptica.
Embora possa ocorrer em qualquer osso, a osteonecrose afeta muito frequentemente o quadril, especificamente a cabeça do fêmur. Mais de 20.000 pessoas a cada ano entram em hospitais para o tratamento da osteonecrose do quadril. Em muitos casos, ambos os quadris são afetados pela doença.
“O sucesso do tratamento é baseado no grau e na extensão da necrose, por isso é urgente a necessidade da avaliação do paciente. Especialmente em pacientes jovens!”
A imagem abaixo demonstra o colapso da cabeça femoral causado pela osteonecrose avançada

NECROSE DA CABEcA FEMORAL

Anatomia

O quadril é uma articulação formada por um componente esférico e um encaixe correspondente em forma de soquete. O soquete (ou encaixe) é formado pelo acetábulo, que é parte de um osso maior chamado de pélve. A esfera é a cabeça femoral, que é a extremidade superior do fêmur. Um tecido escorregadio chamado cartilagem articular cobre a superfície da bola e seu encaixe correspondente. Isto cria uma superfície muito lisa, de baixa fricção que ajuda os ossos a deslizarem facilmente um com o outro

Causa

A osteonecrose do quadril se desenvolve quando o suprimento de sangue para a cabeça do fêmur é interrompido. Sem alimentação adequada, o osso na cabeça do fêmur morre e gradualmente entra em colapso. Como resultado, a cartilagem articular que abrange os ossos do quadril também colapsa, levando a artrite ou artrose incapacitante. A causa do desgaste é basicamente mecânica, pois com a perda da esfericidade da cabeça femural, aumenta o atrito ao movimentar o quadril. O atrito elevado causa o desgaste em alta velocidade.

NECROSE DA CABECCA FEMORALNECROSE DA CABEcccA FEMORAL

Embora não se saiba sempre o que causa a falta de fornecimento de sangue, há uma série de fatores de risco que podem tornar mais provável que alguém desenvolva a doença.

Fatores de risco :

  • Lesão traumática – luxações do quadril traumáticas, fraturas de quadril e outras lesões podem danificar os vasos sanguíneos e prejudicar a circulação da cabeça femoral;
  • Alcoolismo – uma das causas mais comuns da necrose avascular. As bebidas destiladas são as mais deletérias;
  • Medicamentos como corticóides – muitas doenças, como asma, artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico, são tratados com medicamentos esteróides (corticóides). Embora não se saiba exatamente porque esses medicamentos podem levar a osteonecrose, a pesquisa mostra que há uma conexão entre a doença e o uso de esteróides por longos períodos.
  • Outras condições médicas – osteonecrose está associada com outras doenças, incluindo doença de Caisson (doença do mergulhador), anemia falciforme, doenças reumáticas, doença de Gaucher, lúpus eritematoso sistêmico, doença de Crohn, embolia arterial, trombose, e vasculite.

NECROSE DA CABEcccccA FEMORAL

Progressão da necrose dentro da cabeça do fêmur em cortes histológicos e radiográficos.

Incidência :
Apesar da osteonecrose afetar pessoas de todas as idades, é mais comum entre os 40 e 65 anos. Homens desenvolvem osteonecrose com mais frequência do que mulheres.

Os sintomas da osteonecrose

A osteonecrose desenvolve-se em fases. A dor no quadril é, normalmente, o primeiro sintoma. Isso pode levar a uma dor intensa ou uma dor latejante na virilha ou região glútea. Conforme a doença progride, se tornará mais difícil ficar de pé e colocar peso sobre o quadril acometido, assim como movimentá-lo. O tempo de progressão da doença através destes estágios varia de alguns meses a mais de um ano. É muito importante diagnosticar a doença precocemente, pois alguns estudos mostram que o tratamento precoce está associado com melhores resultados.

A osteonecrose pode progredir de um quadril normal e saudável (Fase I) para o colapso da cabeça femoral (Fase IV).

Exame médico:

Depois de discutir os seus sintomas e história médica, o médico examinará o quadril para descobrir quais movimentos específicos causam dor. O aumento da dor durante certos movimentos pode ser um sinal de osteonecrose. Sempre deve-se suspeitar de osteonecrose, especialmente quando uma dor intensa surge no quadril (na virilha especialmente) sem traumatismo prévio.

Exames de imagem:

Raios X – são utilizados para determinar se o osso da cabeça femoral entrou em colapso e em que grau.

Ressonância Nuclear Magnética (RNM) – Alterações precoces no osso que não podem aparecer em um raio-x podem ser detectadas com um exame de ressonância nuclear magnética. Esses exames são utilizados para avaliar o quanto o osso tem sido afetado pela doença. Uma ressonância magnética pode mostrar a osteonecrose bem precocemente, mesmo que ainda não cause sintomas. É um ótimo método para tentar detectar osteonecrose no quadril oposto, mesmo sem dor.

Tratamento

Embora as opções de tratamento não cirúrgico, como medicamentos ou muletas, podem aliviar a dor e retardar a progressão da doença, as opções de tratamento de maior sucesso são as cirúrgicas.

Pacientes com osteonecrose, diagnosticados em fases precoces (antes do colapso da cabeça femoral) são ótimos candidatos para os procedimentos de preservação da articulação do quadril.

Descompressão:

Este procedimento envolve realizar uma perfuração de diâmetro maior ou várias perfurações menores na cabeça femoral para aliviar a pressão no osso e criar canais para que novos vasos sanguíneos possam crescer e nutrir as áreas afetadas do quadril.

Quando a osteonecrose do quadril é diagnosticada precocemente, a descompressão do núcleo de necrose é muitas vezes bem sucedida na prevenção de colapso da cabeça femoral e do desenvolvimento da artrose.

A descompressão pode ser combinada com enxerto ósseo para ajudar a regenerar a área necrótica com ossos saudáveis mantendo a cartilagem de apoio na articulação do quadril. Um enxerto ósseo é um tecido ósseo saudável que é transplantado para uma área do corpo onde é necessário. Algumas opções de enxerto ósseo estão disponíveis. Existem também vários enxertos ósseos sintéticos disponíveis hoje.

necrose

A descompressão do núcleo pode impedir a progressão da osteonecrose em 25% a 85% dos casos. Este resultado depende do grau e do tamanho da osteonecrose no momento do procedimento. A descompressão do núcleo alcança os melhores resultados quando a osteonecrose é diagnosticada em seus estágios iniciais, antes do colapso do osso. Em muitos casos, o osso cicatriza e recupera a sua fonte de suprimento sanguíneo após a descompressão.

Demora alguns meses para que o osso se cure e, durante este tempo, um andador ou muletas podem ser necessários para evitar excesso de pressão sobre o osso danificado. Os pacientes tratados com sucesso por descompressão, normalmente, retornam a andar sem auxílio em aproximadamente 2 meses.

Artroplastia total de quadril – prótese total de quadril :

Quando a osteonecrose é diagnosticada após o colapso do osso, a descompressão, geralmente, não é bem sucedida na prevenção do colapso adicional e da progressão para artrose, mas ajuda no alívio dos sintomas de dor. Nesta situação, o paciente é mais bem tratado com a prótese total de quadril, que alivia a dor e restaura a função em 90% a 95% dos pacientes.

Este procedimento envolve a substituição da cartilagem e do osso danificado com implantes artificiais. A substituição total do quadril é um procedimento com um alto índice de sucesso na redução da dor e restauração da função em 90 a 95% dos pacientes. Considera-se uma das cirurgias mais bem sucedidas em toda a história da medicina.

Em uma artroplastia total do quadril, tanto a cabeça do fêmur e o acetábulo (encaixe correspondente) são substituídos por um dispositivo artificial.

O que é Osteoporose :
Osteoporose é uma doença em que ocorre diminuição da massa óssea, ou seja, da quantidade de osso, levando a uma fraqueza dos ossos e um aumento do risco de fraturas.

OSTEOPOROSE

O que é Osteopenia:

Osteopenia é um alerta indicando a diminuição desta massa óssea. Diagnosticada pela densitometria óssea, a osteopenia, se não tratada, pode levar ao desenvolvimento de osteoporose.

Sintomas :

No início não há sintomas. Como a doença é silenciosa e avança lentamente, geralmente a pessoa só descobre que tem osteoporose depois de fraturar um osso. Na osteoporose avançada pode haver dor e fraturas freqüentes.

Fatores de risco?

  • Histórico familiar de osteoporose;
  • Fumo;
  • Sexo feminino;
  • Mais de 2 doses de bebidas alcoólicas por dia;
  • Baixo peso e baixa estatura durante a maior parte da vida;
  • Sedentarismo;
  • Idade Avançada;
  • Uso contínuo e prolongado de corticóides e anti-convulsivantes;
  • Ingestão inadequada de cálcio;
  • Ingestão excessiva de café;
  • Etnia branca ou asiática;
  • Menopausa antes dos 45 anos;
  • Falta de exposição ao sol.

Por que a mulher tem mais chance de ter osteoporose após a menopausa?
Na menopausa ocorre a diminuição da produção de um hormônio chamado estrógeno, provocando a perda de massa óssea e dificultando a produção de células ósseas. Isso favorece o desenvolvimento da osteoporose.

Como a doença é diagnosticada?
O exame de densitometria óssea é o que mais fornece informações para o diagnóstico e o acompanhamento da doença. Entretanto, além do diagnóstico da doença por meio da densitometria, é importante descobrir suas causas, por meio da história clínica e dos fatores de risco.

 

Exame de Denitometria Óssea :
Trata-se um exame rápido, indolor e que envolve poucas radiações. Ele é capaz de mostrar a quantidade de massa óssea e informar se, naquele momento, a pessoa apresenta uma massa óssea normal, osteopenia ou se já tem osteoporose. Por osteopenia, entende-se uma massa óssea reduzida, que pode evoluir para osteoporose.Normalmente, as regiões estudadas são o colo de fêmur (onde as fraturas estão relacionadas às complicações mais graves) e as vértebras lombares (onde a perda é maior e mais rápida após a menopausa).

Prevenção:
A osteoporose deve ser prevenida desde a infância, quando os ossos estão se formando e tornando-se fortes. Para isso, durante toda a vida é necessária uma alimentação adequada, rica em cálcio, a prática de atividade física regular, a exposição ao sol e o combate ao maior número de fatores de risco. Também é importante fazer um acompanhamento periódico, por meio da densitometria óssea, principalmente no climatério e após a menopausa.
Além do aumento da ingestão de cálcio, deve-se realizar exercícios físicos com impacto, sempre sob a supervisão de um profissional, como o fisioterapeuta. É muito importante a prevenção de quedas para evitar a conseqüência mais grave da osteoporose, que é a fratura. Desta forma, deve-se evitar pisos escorregadios, não andar pela casa no escuro, descer a escada sempre segurando o corrimão, cuidado com o uso de tapetes.

Tratamento :

Uso de medicamentos específicos prescritos por seu médico, balanço nutricional, exercícios físicos e exposição ao sol de 08 às 10 horas e após as 16 horas.

OSTEOPOROSE IDOSOS

O QUE É A ARTROPLASTIA PRIMÁRIA DO QUADRIL?
A Artroplastia Total Primária de Quadril ou simplesmente Prótese de Quadril é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo substituir a articulação natural doente ou fraturada, por uma articulação artificial constituída por materiais não orgânicos chamados implantes protéticos.
O quadril normal é uma junta formada pela cabeça do fêmur que se articula com uma cavidade da bacia chamada acetábulo ou cavidade acetabular (Fig.1A). Para o bom funcionamento da articulação é necessário que as duas porções da articulação (cabeça femoral e cavidade acetabular) estejam revestidas por uma cartilagem articular sadia que diminui o atrito e assim permite os movimentos necessários para as atividades diárias.
Algumas doenças como a osteoartrite (artrose ou desgaste), artrites (princi-palmente a Artrite Reumatóide e Espondilite Anquilosante), distúrbios circula-tórios da cabeça femoral (osteonecrose) entre outras, podem ocasionar a lesão da cartilagem articular e assim evoluir para uma condição de destruição da junta, denominada genericamente de artrose ou desgaste (Fig.1B). Nesta situação o paciente apresenta dor e diminuição dos movimentos, o que dificulta suas atividades diárias e prejudica sua qualidade de vida.

protese quadril

Quando o desgaste já está instalado, a artroplastia total de quadril é a opção mais eficiente de tratamento, pois restabelece os movimentos da articulação, alivia a dor e permite a realização de atividades comprometidas pela destruição da junta. Durante a operação, tanto a cabeça femoral como o acetábulo, são substituídos e por isto é chamada de artroplastia total.  O implante femoral protético é formado por uma haste metálica e uma cabeça protética que se articula com o implante acetabular (Fig.2).

OSTEOPOROSEe

  1. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA CIRURGIA? A prótese de quadril é uma operação muito efetiva para aliviar a dor e melhorar a função do paciente. A qualidade de vida melhora muito porque o paciente consegue andar melhor e fazer a maior parte das atividades do dia-a-dia, sem grandes limitações e sem dor. Raros são os procedimentos cirúrgicos que apresentem uma relação risco/benefício tão adequados quanto a artroplastia total de quadril, sendo assim um procedimento seguro e eficaz no tratamento do desgaste do quadril1,2. Por este motivo milhões de ATQ são realizadas anualmente em todo o mundo, trazendo assim o benefício a milhares de pacientes que até algumas décadas atrás estavam condenados à dor e incapacidade funcional.III. QUAL A DURABILIDADE DE UMA PRÓTESE DE QUADRIL?É evidente que se a articulação natural se desgasta, a prótese de quadril também está sujeita ao desgaste. Sabe-se atualmente que, na ausência de complicações maiores, o desgaste depende do uso e não do tempo de implantação da prótese. Pacientes mais jovens e mais ativos irão apresentar desgaste em um tempo mais curto em relação aos pacientes com atividades mais restritas. De um modo geral, para uma pessoa com idade a partir dos 65 anos e atividades físicas moderadas ou leves, observa-se que o tempo em serviço (durabilidade) dos implantes protéticos é maior que 80% em 25 anos. Assim, a probabilidade de que uma prótese de quadril implantada hoje, com técnica adequada, com materiais de boa qualidade e implantes de boa concepção, tenha uma probabilidade de mais de 80% de ainda estar funcionante daqui a 25 anos.IV. QUAIS MATERIAIS SÃO UTILIZADOS NA PRÓTESE DE QUADRIL E QUAL O MELHOR?A escolha dos materiais a serem utilizados na ATQ depende não só da idade como da atividade do paciente e também do tipo de fixação do implante.
    Quanto ao tipo de fixação os implantes podem ser agrupados em implantes cimentados ou não cimentados.
    Os implantes cimentados utilizam o cimento acrílico (cimento ósseo) para sua estabilização imediata. Neste caso o implante acetabular é constituído por um polímero plástico de polietileno que é cimentado na cavidade acetabular. Este polímero, cimentado, pode ser usado em sua forma convencional ou ainda tratado por técnicas que aumentem sua resistência ao desgaste, neste caso chamado de polietileno de ligações cruzadas, polietileno reticulado ou cross-linked. A haste femoral cimentada é constituída por ligas metálicas seja de Aço Inoxidável ou por super ligas como a de cromo-cobalto-molibdênio4.
    Os implantados não cimentados se utilizam de um princípio chamado fixação biológica, em que o osso cresce no interior de micro-espaços existentes no implante e assim permite sua estabilização (osteointegração do implante). Assim, o componente acetabular não cimentado requer uma cúpula metálica que irá se osteointegrar ao osso adjacente. A superfície protética, seja de polietileno ou outras especificadas mais abaixo, é encaixada na cúpula metálica. Nesta circunstância são mais frequentemente utilizadas nas cúpulas metálicas as ligas de titânio, como a de Titanio-Aluminio-Vanadio, ou mais recentemente o tântalo em circunstancias especiais. Alguns modelos de implantes associam a deposição de substâncias na superfície da prótese, como a hidroxi-apatita, com o objetivo de acelerar o processo de osteointegração.  A fixação inicial do implante não cimentado pode ser feita por ajuste sob pressão (press-fit) ou com o auxilio de parafusos no implante acetabular e detalhes específicos no modelo do implante femoral. Poucas são as opções de implantes femorais não cimentados constituídos por cromo-cobalto-molibdênio, em virtude de possíveis inconvenientes ligados à maior reabsorção óssea, quando comparados aos implantes de titânio. Muitos cirurgiões optam pelo uso de hastes femorais cimentadas e implantes acetabulares não cimentados, constituindo assim a chamada artroplastia híbrida.
    Muito embora exista uma tendência a se utilizar implantes não cimentados em pacientes mais jovens, não existe nenhuma evidência na literatura médica que comprove sua superioridade em relação aos implantes cimentados.
A síndrome do piriforme é uma irritação do nervo ciático quando ele passa abaixo ou entre as fibras do músculo piriforme. Na maioria da população ele passa abaixo, mas em cerca de 15% das pessoas o nervo atravessa o músculo piriforme. Portanto uma hipertrofia deste músculo pode causar a compressão, por isso também é conhecido como ¨síndrome do bumbum malhado¨. Acomete mais frequentemente os homens numa proporção de 6:1.

PIRIFORME

A síndrome acomete corredores, ciclistas, triatletas e praticantes de academia. A posição sentada por longos períodos na bicicleta ou mesmo os impactos repetidos durante um treino de mountain bike podem provocar dor local.

bike

Nas condições em que o músculo piriforme esteja tenso, hipertrofiado ou apresentando um espasmo localizado, o nervo ciático poderá ser comprometido.

Os sintomas são: Dor profunda localizada na nádega em caráter de queimação, podendo irradiar para a coxa do mesmo lado, piora ao caminhar, correr ou aos movimentos de rotação lateral do quadril, como fazemos ao sentar com as pernas cruzadas e dor durante os movimentos de sentar e levantar de uma cadeira.

A história e o exame clínico são fundamentais para o diagnóstico adequado. O exame clínico consiste no exame ortopédico e testes especiais de movimentação do quadril, desencadeando a dor referida.

Os exames de imagem como radiografias, tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem ser úteis na confirmação diagnóstica.

O tratamento pode abranger :

  • Medicamentos analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares.
  • Injeção local de anestésicos e corticosteróides.
  • Fisioterapia e repouso relativo.
  • Cirurgias nos casos mais graves e sem melhora com tratamento clínico por período prolongado.

A prevenção pode ser feita através de um treinamento adequado, com exercícios de alongamento dos músculos rotadores internos e externos do quadril acompanhados de aquecimento adequado. Moderação nos exercícios de fortalecimento de glúteos, sempre acompanhados por exercícios de alongamentos.

ARTRITE SÉPTICA DO QUADRIL

A Artrite séptica no quadril, também conhecida por artrite bacteriana, é uma doença que pode destruir e incapacitar as funções das articulações do quadril rapidamente.

bac

Há dois picos de incidência: em crianças e adolescentes com menos de 15 anos e em adultos com mais de 55 anos. As condições que predispõem os indivíduos a essa condição incluem artrite reumatoide, outras doenças do tecido conectivo, condições de imunossupressão, como síndrome da imunodeficiência adquirida, diabetes melito e quimioterapia.
Em 91% dos casos de pacientes adultos, os patógenos observados com mais frequência são o Staphylococcus aureus e o Streptococcus. Contudo, há grande variedade de agentes bacterianos conforme a faixa etária e determinadas circunstâncias.
A presença de pacientes com edema articular em emergências é frequente, e o diagnóstico diferencial é amplo e sempre um desafio. Na articulação do quadril, os danos irreversíveis são de até 50%.

img2

O prognóstico desta doença depende exclusivamente de um diagnóstico precoce e de um tratamento imediato.

Os principais sintomas da artrite séptica no quadril são:
– Dor na articulação afetada;
– Febre;
– Suores excessivos;
– Dificuldade de movimentação;
– Inchaço no quadril;
– Irritabilidade;
– Edemas na articulação;
– Acumulo de líquidos;

O diagnóstico da artrite séptica no quadil é feito através da observação clinica dos sintomas e de exames complementares. O diagnóstico de artrite séptica é estabelecido por meio da apresentação de um conjunto de sinais e sintomas associados aos achados laboratoriais. O teste padrão-ouro continua sendo a cultura do líquido sinovial para isolamento do patógeno.
Havendo suspeita de artrite séptica, a punção do derrame articular deve ser obtida rotineiramente.

Os exames complementares incluem radiografias, ultra-sonografia, e avaliações laboratoriais. Esses exames detectam o líquido no espaço articular, alterações na anatomia da articulação e a presença de microoganismos causadores de artrite séptica no indivíduo. A cintilografia óssea, a ultrassonografia, a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM) podem identificar derrames e inflamações em articulações de difícil examinação, como as do quadril e as sacroilíacas. Podem também proporcionar imagens que evidenciam a extensão da infecção e servem de guia na punção.

Tratamento para artrite séptica no quadril :

O tratamento para artrite séptica no quadril tem o objetivo de salvar a articulação afetada, por isso a importância de um diagnóstico precoce.
Após isolar o germe causador da infecção, são administrados antibióticos por via endovenosa, e somente após resultados satisfatórios, as doses por via oral podem ser administradas. Um método utilizado e que revela bastante eficácia é a drenagem cirúrgica que consiste na lavagem da articulação constantemente com soro fisiológico. A artrite séptica bacteriana é uma emergência clínica. A demora para estabelecer o diagnóstico e o tratamento pode resultar em destruição irreversível da articulação, havendo aumento na taxa de mortalidade.
Em resumo, o tratamento de pacientes com artrite séptica baseia-se na antibioticoterapia intravenosa e na drenagem articular. A mobilização passiva dever ser feita de forma gradual, seguida de alongamento ativo das estruturas periarticulares, evitando, desse modo, restrições na mobilidade articular.

QUADRIL

Não é raro que após um quadro que tenha sido diagnosticado tardiamente e que tenha gerado como sequela a destruição articular, o paciente se apresente com fortes dores e grande limitação funcional. Nesses casos podemos realizar a cirurgia de Artroplastia Total do Quadril para melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, o paciente deverá estar curado da infecção, com exames laboratoriais dentro da normalidade, pois há um grande risco de reativação da infecção nesses casos.

femur

A epifisiólise proximal do fêmur (EPF) é uma patologia em que há o deslizamento da região de crescimento da cabeça sobre o colo femoral através de uma região chamada fise de crescimento. Essa região de crescimento é chamada epífise, e por isso o nome da doença epiphisios (região de crescimento) lise (quebra). Essa alteração é comum em pré-adolescentes de 11 a 13 anos, sendo mais freqüente no sexo masculino e tem íntima relação com distúrbios endócrino-metabólicos. Apresenta-se caracteristicamente em meninos ou meninas obesos ou altos e magros, na fase do estirão do crescimento.

           A doença se inicia com uma dor discreta no quadril, no joelho ou na parte de dentro da coxa, associada com claudicação (a criança manca). O importante dessa condição é que o diagnóstico deve ser feito precocemente. Em muitas ocasiões, como a dor pode se localizar apenas no joelho, o diagnóstico não é feito a tempo, o tratamento passa a ser mais difícil e o prognóstico da doença é ruim.

           A EPF é classificada de acordo com o grau de escorregamento e com o tempo de evolução. Essa classificação é muito importante para a correta escolha do tratamento.

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Como previnir ?

           A prevenção da EPF é difícil. Sabe-se, no entanto, que existem crianças com características onde essa doença é mais comum. Sexo masculino, com dores no quadril ou joelho e claudicação, faixa etária que varia de 11 a 13 anos, com o biótipo físico: alto e magro ou obeso com subdesenvolvimento dos órgãos genitais. Esses são fatores de risco consideráveis.

           O mais importante é a prevenção da epifisiolise gravemente desviada, que tem tratamento difícil e prognóstico ruim. Essa prevenção é feita com o diagnóstico e tratamento precoces.

Qual o tratamento ?

             O tratamento dessa condição depende do tempo de evolução associado ao grau de escorregamento da epífise. Quando o diagnóstico é precoce, praticamente não há deslizamento da epífise. Neste caso, conseguimos tratar o problema apenas com a instalação cirúrgica de um parafuso, fixando a epífise, numa cirurgia chamada epifisiodese. Essa cirurgia é minimamente invasiva, com uma incisão na pele que não ultrapassa 2 cm.

Quando o diagnóstico é tardio e já existe um pequeno deslizamento, podemos realizar a epifisiodese, no entanto o desvio permanece e este quadril irá desenvolver artrose precocemente.

           Quando o deslizamento é grave podemos indicar as osteotomias, que são cirurgias que visam realinhar a epífise por meio de recortes no fêmur. São cirurgias de grande porte e não são livres de complicações. Deslizamentos graves sem correção cirúrgica desenvolvem artrose grave mais precocemente ainda. E muitas vezes indicamos a cirurgia de Artroplastia Total do Quadril no paciente já adulto, para melhorar sua condição de vida, que é perdida com a artrose precoce.

1 – Fraturas do Colo Femoral

O colo femoral é a região entre a cabeça do fêmur e o trocânter. O suprimento sanguíneo é limitado e a fratura dessa região pode interromper essa pobre vascularização. Por isso o tratamento é cirúrgico,de preferência nas primeiras 48 horas, objetivando a redução anatômica para melhorar as condições de revasularização, evitando a necrose asséptica da cabeça do fêmur, ou realização de artroplastia total do quadril.

fratura

2 – Fraturas Intertrocantéricas ou Transtrocantéricas

A região intertrocantérica corresponde a área entre os trocânteres . Nos adultos jovens, as fraturas do quadril acontecem geralmente devido a trauma de alto impacto. Nos idosos, a maioria das fraturas ocorre devido a uma simples queda da própria altura. Em geral, são pacientes com mais idade, quando comparados aos pacientes com fratura do colo femoral.

As fraturas desviadas são sintomáticas, com intensa dor, incapacidade de ficar em pé e deambular. Os pacientes com fraturas sem desvio podem deambular, com dor moderada. Nas fraturas do fêmur proximal, o grau de deformidade clínica tem relação direta com o grau de desvio de fratura. Assim como nas fraturas do colo femoral, o membro acometido pode ser encontrado encurtado e em rotação externa.

As fraturas intertrocantéricas devem preferencialmente ser tratadas através de cirurgia, com relativa urgência, de aproximadamente 48 horas.

Tratamento Não Cirúrgico – Tratamento de exceção . Pode ser indicado para pacientes idosos cujo estado de saúde leve a risco elevado de mortalidade devido anestesia e cirurgia, e em casos de pacientes que não deambulam, com a fratura ocasionando mínimo desconforto. As deformidades no membro acometido devido à fratura devem ser aceitas, porém o paciente deve ser estimulado a sentar, e mobilizar-se precocemente.

Tratamento Cirúrgico O tratamento cirúrgico é o tratamento de escolha para as fraturas intertrocantéricas, possibilitando melhor reabilitação e recuperação, diminuindo o risco de complicações decorrentes da imobilidade do paciente. O objetivo de todas as possibilidades técnicas é uma redução anatômica e fixação interna estável o suficeinte para mobilização precoce, e na medida do possível carga precoce, e até imediata.

Os tipos de implantes para a fixação interna variam de acordo com a classificação da fratura e a preferência do cirurgião. Podemos utilizar implantes como o pino-parafuso deslizante de 135° (DHS), hastes cefalomedulares, como : PFN, TFN, e o gama nail.

A utilização de substituição protética para tratamento de fraturas intertrocantéricas fica reservado para os casos de doença degenerativa ipsilateral e sintomática e quando a redução aberta e fixação interna é frustrada devido a grande cominuição e qualidade insatisfatoria do osso.

Todos os pacientes com fratura do femur proximal devem iniciar profilaxia para trombose venosa profunda, enquanto aguardam a cirurgia (com medidas mecânicas e medicamentosas). A profilaxia é mantida durante todo o periodo de internação se estendendo até a quarta semana do período pós operatório.

A mobilização precoce e o treino de marcha com auxilio devem ser inicados rapidamente apos a cirurgia. Atividades como mudança de posição no leito, geram forças no quadril semelhantes a deambulaçao, dessa forma a restrição de carga após o tratamento cirúrgico efetivo para as fraturas do quadril, tem pouco fundamento do ponto de vista mecânico.

3006, 2015

FRATURAS DO QUADRIL

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Fraturas do Quadril

1 – Fraturas do Colo Femoral

O colo femoral é a região entre a cabeça do fêmur e o trocânter. O suprimento sanguíneo é limitado e a fratura dessa região pode interromper essa pobre […]

1906, 2015

Fraturas do quadril

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Fraturas do quadril

1 – Fraturas do Colo Femoral
O colo femoral é a região entre a cabeça do fêmur e o trocânter. O suprimento sanguíneo é limitado e a fratura dessa região pode interromper essa pobre […]